quinta-feira, 9 de abril de 2009

Dependências, injustiças e afins

Ser dependente tem várias valências, positivas e negativas. Por exemplo, a dependência dum vício que nos consome ou mesmo mata, é má e indesejável, mas por outro lado, sentirmos alguma dependência afectiva de quem amamos e nos é importante para sorrir, já é boa onda.
Na minha tal fase de vida híbrida, prometi a mim mesma nunca mais voltar a ser dependente afectivamente dum homem. Era demais voltar a passar pela dor que sofri em 1996!O tempo foi passando e eu envelheci, isto é, cresci, e percebi que não é mau abrirmos o coração e deixar entrar a felicidade de que a Rita falava no blog, por causa da campanha excepcional da coca cola " Estás aqui para ser feliz". Aprendi foi a ser dependente mas sem vícios daninhos. Sim, porque nas relações também há consumos maus, que minam o nosso coração e nos fazem definhar.Acima de tudo, acho que aprendi que realmente nada é definitivo nem garantido e que, se gostamos verdadeiramente de alguém ou de alguma coisa, devemos mostrá-lo diariamente e viver cada momento como a única certeza, por isso vivamo-lo com intensidade, respeito e gratidão pelo que nos é dado usufruir. Viva a dependência positiva!
O Scott é dependente positivo, estão a compreender? Precisa de nós para o levarmos a passear, dar-he mimo e comidinha, mas ele dá tudo de volta com os seus olhinhos meigos e lambidelas! Por acaso lembrei-me do Scott porque ele é um bom exemplo do que estive a tentar transmitir.

A injustiça já é mais dura ...de roer e de resolver também! Para já é subjectiva, porque o que eu encaro como injusto pode ser visto doutra forma pelo outro e depois é difícil de se chegar a um consenso. Há muitas injustiças nas nossas vidas e cada um já sentiu a raiva e a mágoa de ser tratado injustamente por alguém querido, por um estranho ou mesmo por uma instituição, pelo Estado, qualquer coisa... Lido mal com injustiças e talvez por isso passo a vida a querer sempre equilibrar a balança, que até é o meu signo, mas é muito complicado.

Hoje sinto me particularmente sozinha e tinha vontade de que este post não fosse só mais um texto enviado para o espaço vazio, e que alguém o lesse, me dissesse alguma coisa, me fizesse sentir menos só no mundo dos blogs...Tenho tantas coisas dentro da minha alma aos trambolhões, com vontade de tomarem forma nas palavras... Quero dizer que adoro os meus filhos que valem cada fôlego meu, o Zé que me devolveu o sorriso, o Telmo que está longe e só na Irlanda, o Scott que me faz uma festa cada dia que me vê, o Guilherme que me trouxe a sensação do que é ter novamente um pai, os meus manos emprestados os meus amigos que estão sempre lá quando é preciso. Olá, estou aqui! Digam qualquer coisa!

3 comentários:

rosarinho disse...

Continuo à espera...Será que ninguém quer falar comigo???

Rita disse...

Tinhas que avisar que voltaste ao activo...vim só cá espreitar para ver se tinhas escrito alguma novidade do casamento e deparo-me com uma lista extensa de novos textos e reflexões...malandra!

Telmo disse...

Olá, olá!!
Nós estamos aqui a ler com muita atenção... Mas não adivinhamos quando volta, ainda por cima assim, cheia de vontade de escrever!!
Beijinhos grandes desde o Viet Nam!