quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Envelhecer e...viver!

Há tanto tempo! Tanto, que nem dá para dizer aquelas coisas de conveniência que se dizem à laia de desculpa... Pois é, mas o tempo tem esta particularidade na nossa vida, aconteça o que acontecer, bom ou mau, nunca pára, nem sequer para fazer «reset», por isso envelheci e vivi durante este meu silêncio, silêncio de mim própria porque escrevo para mim e mais ninguém, mas há alturas em que sabe bem fazer terapia de escrita, ajuda quase tanto como uma ida ao psicólogo e evita que as coisas fiquem cá dentro a azedar a alma, a cabeça e o resto. Por isso, hoje resolvi voltar a passar por aqui e deixar mais um pouco de mim nestas páginas do blog, que os meus filhos, Rita e Telmo, me levaram a criar há mais dum ano, envolta no entusiasmo bloguista que eles lançaram. E, agora, passado que foi um bom bocado de vida, em que envelheci, travei batalhas profissionais que nunca acabarão (embora eu seja absolutamente uma mulher de consensos...)voltei a ser extremamente feliz e a sofrer enormemente, cá estou, ainda de pé, a dar sinal de vida!
O mais espectacular é que nestes meses de silêncio, a vida aconteceu mesmo! Casei, amei, odiei, ri, chorei, dei, recebi, acreditei, desiludi e desiludiram-me, voltei a acreditar... e aqui estou. Continuo a ter o meu amor comigo, ao meu lado, a deixar claro que amar é possível em qualquer idade, continuo a ter o orgulho de ser mãe e a capacidade de aprender com tudo o que me vai acontecendo, continuo a ficar surpreendida com as coisas da vida, aquelas que são boas e más... E quero muito acreditar que sou uma vencedora, como o João me chamou no dia em que fiz 57 anos e só me apetecia chorar! Com palavras sábias que só um jovem sabe empregar, ele deu-me a força para me reerguer do chão por onde andei a rastejar, com pena de mim própria e sem vontade de reagir às coisas menos boas da vida! E, cada dia que passa, difícil, porque as pessoas o tornam assim quer propositadamente ou sem querer, dou comigo a relembrar as palavras do Jota, naquele dia 18 de Outubro, em que envelheci, porque vivi mais um bocado: « Mãe, tu és uma vencedora!»
Até já, como dizia a Rita quando escrevia um post naquele blog que agora é só do Telmo,e que está, mesmo assim em suspenso (saudade!)...Mas isso é assunto para outro post, quem sabe, um dia destes...