As minhas passagens por aqui vão sendo cada vez mais espaçadas, mas sempre necessárias! Têm o dom de me fazer sentir mais leve, mais confiante e muito mais optimista, o que, numa altura de crise mundial, é mesmo um privilégio! E dpois não tenho de gastar dinheiro, que continuo a não ter, na terapia!
A minha vida mantém as coisas boas do costume e, cada dia que passa, acho que realmente encontrar a outra parte de nós, é muito importante para aguentar o que a vida tem de dor. Depois também já percebi que para se manter uma relação viva há que se dar todos os dias um pouco de nós e nunca tentar mudar ninguém à nossa imagem.
Os filhos crescem e voam, por vezes para destinos que não imaginámos serem os ideais para eles, outras vezes poisam no nosso regaço à espera dos mimos a que nunca devem deixar de ter direito. É assim que os vejo e é assim que os amo, já adultos, mas sempre os meus meninos. Às vezes deixam-me triste, mas o Zé está lá para me limpar as lágrimas com beijos e para me mostrar a razão, por isso tudo, a vida vai passando e eu vou-a vivendo, o que é bem melhor do que deixá-la passar...
Mais um verão, muito quente, com algumas passagens pelo paríso do mar e da areia, porque praia é connosco, muito trabalho e confusão na escola e alguns receios no futuro próximo.
Temos pensado muito que talvez partir por um tempo fosse bom para nós dois, far-nos-ia bem e dar-nos-ia espaço para viver mais libertos aquela cumplicidade que nos une e que me faz dizer todos os dias que amo e sou amada, mas não é fácil ser egoísta... Nem num Verão quente como este! Até já!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
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