quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Saudade!

Pois é mesmo assim! Este é mesmo aquele blog que vai passar à categoria de semestral! Lembro-me dele todos os dias, mas não tenho por vezes vontade, outras vezes tempo, para parar por aqui uns minutos e partilhar para o espaço cibernético bocados de mim... às vezes são farrapos mesmo, mas rapidamente os volto a juntar numa nova manta criativa, que acaba por ser o meu dia-a dia! E pronto, assim de repente, abro o blog e cá venho eu falar da saudade que me rói, que me faz chorar para dentro, mas que aprendi a ter de viver com... ou então a viver sem... É tudo uma questão de perspectiva.

Já tenho uma vida longa para saber que não devemos alimentar falsas expectativas, acreditar em tudo o que nos dizem a sorrir, melindrarmo-nos com mensagens duras de quem menos esperamos ou até ter a ousadia de pensar que conseguimos com amor derrubar as tais paredes ou construir pontes... Já sei na pele que a vida é assim mesmo e que cada momento é para ser vivido com intensidade, tal como do último se tratasse... A única coisa que eu não sei é como amachucar esta saudade, esta dor da ausência e do silêncio em que tive de aprender a viver. Eu até me adapto bem às novas situações, mas esta confesso que me apanhou mesmo no estômago, escarafunchou-me o peito e deixou-me no chão! Valha-me o afago do meu Zé e a certeza de que mãe é sempre mãe, nos olhos do Jota... o silêncio está lá, embora teime em chamar-se riso, mas a mim esse riso só me dá vontade de chorar, porque não o ouço há muito tempo!

Até daqui... a pouco, ou talvez muito, não sei dizer! Tenho mesmo tantas saudades!

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