quinta-feira, 25 de abril de 2013

Estruturar versus fragilizar

Estruturar versus fragilizar

Será que sou frágil? Desestruturada? Perturbada? Quando releio os post que fui escrevendo ao longo destes anos, vejo parte da vida de mais de 60 anos espelhada neles... os bons e os maus momentos, a fragilidade e alguma força, a vontade de sonhar e a desilusão, mas acima de tudo vejo uma mulher que amou e ama, sofreu e chorou, mas sorriu e sonhou, vejo alguém que, apesar de tudo, criou um blog e lhe escolheu um título de esperança... Desestruturação? Não creio que não exista uma forte estrutura dentro de mim...e é essa estrutura que coabita com a fragilidade da condição humana e me faz caminhar todos os dias com a certeza de que tenho orgulho na mulher, na mãe e na profissional que sou!

sábado, 20 de abril de 2013

Viver com a desilusão, custa, mas torna a alma mais forte...

Há muito que a desilusão começou a ser minha companheira quase diária... às vezes ainda me deita abaixo , mas cada vez mais depressa arranjo antídotos para me reerguer! Há sempre coisas boas que ajudam a compensar o«pontapé» ou o murro no estômago, dado por quem amamos incondicionalmente ou amámos,isto porque há realmente formas de amar que não são eternas. O amor maternal é dos poucos que considero eterno! Não importa os murros ou pontapés, ou desilusões, há sempre maneira de amarmos incondicionalmente os nossos filhos, mesmo que por vezes se construam paredes e muros e nós saibamos que não temos força par os derrubar, porque nos falta a vontade do outro lado... Amar é o mesmo que dar, é dar-se sem pedir nada em troca, ser amado vale tudo o que se dá de coração aberto! Sentir-se desiludido é um preço a pagar quando se ama... mas vale correr o risco, porque, no meio das desilusões e dos desiludores natos surgem surpresas incomparáveis na nossas vidas... são os que estão sempre lá para nos abraçarem e puxarem para cima, depois dum trambolhão desolador... Acabei agora mesmo de viver essa experiência!

terça-feira, 16 de abril de 2013

...E ao fim dum ano , caí mesmo no buraco negro!

Caí mesmo no buraco, completamente! Estatelei-me bem lá no fundo, a ouvir as gargalhadas dos falsos amigos, quase irmãos, os olhares de desânimo daqueles que não queria desiludir e a sentir-me um trapo de gente, ao ponto de chegar a ter pena de mim própria... O que se passou durante este tempo em que não escrevi para o espaço, dava, paradoxalmente para escrever um livro de centenas de páginas ou então apenas um bilhete que se cola na porta do frigorífico, tipo memo: simplesmente colapsei! O estranho é que as coisas boas permanecem inalteráveis, fortes como soldados indestrutíveis ali a querer erguer-me, mas depois vêm as andreias, as papissas, os telefonemas, as saudades, o vazio, o sentir que nada vou conseguir e sempre o vil metal e não há maneira de descolar do fundo do buraco negro onde há um ano não queria cair! Passado um ano voltei só para dizer que estou no fundo mas continuo viva e, pelos que me amam de verdade, vou tentar descolar e reiniciar a escalada para ver se apanho o raio de luz que ainda vislumbro lá em cima:(