terça-feira, 16 de abril de 2013
...E ao fim dum ano , caí mesmo no buraco negro!
Caí mesmo no buraco, completamente! Estatelei-me bem lá no fundo, a ouvir as gargalhadas dos falsos amigos, quase irmãos, os olhares de desânimo daqueles que não queria desiludir e a sentir-me um trapo de gente, ao ponto de chegar a ter pena de mim própria...
O que se passou durante este tempo em que não escrevi para o espaço, dava, paradoxalmente para escrever um livro de centenas de páginas ou então apenas um bilhete que se cola na porta do frigorífico, tipo memo: simplesmente colapsei!
O estranho é que as coisas boas permanecem inalteráveis, fortes como soldados indestrutíveis ali a querer erguer-me, mas depois vêm as andreias, as papissas, os telefonemas, as saudades, o vazio, o sentir que nada vou conseguir e sempre o vil metal e não há maneira de descolar do fundo do buraco negro onde há um ano não queria cair!
Passado um ano voltei só para dizer que estou no fundo mas continuo viva e, pelos que me amam de verdade, vou tentar descolar e reiniciar a escalada para ver se apanho o raio de luz que ainda vislumbro lá em cima:(
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