Não era suposto ser tão rápido...
Nunca me iludi quanto ao reconstruir dum muro que, aparentemente ajudei a construir, desde há muitos anos atrás, sem me ter dado conta do erro que poderia estar a cometer... Mas nunca imaginei que fosse tão rapidamente que tudo começaria a ser como dantes, até porque agora há uma vida da qual não abrirei mão dos direitos que tenho de amar e acarinhar! Não me interessa qualquer crença, que respeito sempre, em situações de vidas passadas, de auras mais ou menos luminosas, de qualquer coisa que sem eu saber te fez afastar de mim e construir esse tal muro que tanto me fez sofrer e, que durante alguns meses pareceste derrubar, chorando no meu ombro, abraçando-me com o coração como há muito não fazias e, sim, soube-me tão bem sentir novamente a tua alma! Foi bom estar ali pronta, sem cobrar, sem tristeza, de coração aberto, como sempre estive mesmo nos momentos em que as tuas palavras ditas ou escritas e o silêncio (Ah o silêncio!) me cravavam um coração que é de mãe e sempre será! E tu agora sabes na pele, no corpo e no coração o que isto quer dizer!
Por isso não era suposto tão rapidamente ergueres atabalhoadamente a barreira, voltares ao olhar distante, esqueceres rapidamente as palavras ditas entre lágrimas e fazeres-me sentir uma estranha novamente! Não. não era suposto pensares que isso fosse acontecer, porque desta vez eu não vou abrir mão do sentir do meu coração de mãe avó! Não vou mesmo! E aqui vou estar sempre que tu precisares, mas vou estar todos os dias para ele, porque ele é o meu neto e eu sou a sua avó... Contra isto, não há muros nem barreiras, crenças ou suposições, porque a inocência e avida falam sempre mais alto! Adoro-te sempre!
domingo, 14 de agosto de 2016
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