sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Solidão versus paixão... Trabalho versus emprego

Solidão versus paixão... Trabalho versus emprego


Há dias assim... Há noites assim.. Há um ano que nada escrevo aqui, como costumo dizer, escrevo para o espaço, porque ninguém lê, mas o importante é que escrevo para mim própria, o escrever ajuda-me sempre a superar as noias, as depressões, a solidão que por vezes me invade até ao caroço mirrado do meu coração!

O emprego que me destrói os dias, a sensação de distância e alheamento que a minha filha, agravada com a sensação de que tenho um neto, que adoro, mas que agora não me enche os dias e que sinto talvez erradamente, que se vai afastando de mim... a fase má que o homem que amo desmesuradamente atravessa por causa do peso diário de ser cuidador do pai e que a minha ausência não ajuda, traz-me esta insónia...Então, na solidão da noite, (estava quase a dormir, mas o homem que amo, estafado com os dias iguais, acordou-me de vez!) aqui me deitei no sofá do psicólogo e despejo este amalgama de palavras sem nexo, mas que me alivia a alma que dói! Oh, como dói!

Dói porque tenho um emprego de cão, e não um trabalho que amo, dói porque não o posso ainda largar, mas está a estragar a minha relação, dói porque queria estar livremente com os meus filhos e neto e é preciso ser convidada ou pedir a medo se há alguma hora a que me seja permitido ir a casa deles, como uma visita de cerimónia (é assim que me sinto), dói porque tinha imaginado ir com o homem da minha vida vivermos esta parte terceira da vida a dois, sem problemas e nunca mais nos deixam... Dói porque ele dorme na nossa cama agora e eu, que já estava a dormir, tive de vir para aqui fazer terapia cibernética, porque estou apaixonada mas estou só, porque não estou a trabalhar mas sim apenas empregada e me tratam como carne para canhão!

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