Ser presidente é sempre sinónimo de tomada de decisões, mandar em alguma coisa ou alguém, resolver problemas duma comunidade e, para muitos, até de poder!
Pois bem, eu sou presidente! Sou mesmo, de nome debaixo da assinatura do papel timbrado, com o peso enorme de ir tentando resolver problemas, de dar respostas diariamente a situações difíceis, muito pouco poder e nove estabelecimentos de ensino á espera de milagres que são mesmo necessidades...
Há dias em que me sinto orgulhosa pelo trabalho que desenvolvemos, há outros em que me apetece sair sem dizer nada a ninguém e fugir para bem longe... Nunca cheguei a fazê-lo mas vontade não me faltou
Para mim, o pior é mesmo quando tenho de resolver conflitos pessoais entre os meus pares, basicamente por causa de atitudes que não têm nada de pedagógico, mas apenas ódios de estimação! Sou uma mulher de consensos e a minha gestão pauta-se por esse perfil consensual.
Tento resolver tudo pelo diálogo seja com quem for, superiores, inferiores ou nem por isso! Mas ás vezes não é possível e então tenho de puxar dos galões de presidente! Neste momento tenho um problema grave para resolver... Vim lavar as ideias até Vilamoura, dando graças por ter cá uma irmã emprestada e um fim de semana grande para pensar...
Segunda feira vou voltar a ser Presidente, para o bem e para o mal, como qualquer outro compromisso que se assuma na vida! Até já!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Já lá vai o tempo!
Já lá vai o tempo em que eu era mesmo a menina do papá, que só não me trazia a lua porque eu nunca pedi...
Já lá vai o tempo em que a cara da juventude e os olhos castanhos que a Rita herdou de mim eram apreciados pelos teen dos anos sessenta...
Já lá vai o tempo em que eu achava que a vida era aquela coisinha organizada que eu tinha construido com o meu marido e com os meus filhotes...
Já lá vai o tempo em que achei que tudo deixava de ter sentido e só pensava que a vida tinha acabado no dia em que fiz um simples telefonema para Vila Nova de Gaia...
Já lá vai o tempo em que achava que era preciso levantar me e respirar porque os meus filhos ainda eram pequenos e precisavam de mim...
Já lá vai o tempo em que o meu objectivo era criar o joão e ir para os PALOP ajudar quem tinha sido mais infeliz do que eu...
Já lá vai o tempo em que aprendi a viver com a força dos amigos e com muito poucos tostões ao mês( agora também não tenho muito mais, mas é melhor!)
Mas o tempo de viver com lágrimas e sorrisos, de viver apaixonada pelo que faço e pelo que sou, de voltar para casa e aconchegar me nos braços do meu porto abrigo, jantar à luz das velas e ouvir chillout ( não sei se é assim que se escreve...) ainda o estou a viver plenamente!
PS-Já vi o Porto e Gaia com os olhos de agora e é mesmo lindo! Love changes (mesmo!) everything!
Já lá vai o tempo em que a cara da juventude e os olhos castanhos que a Rita herdou de mim eram apreciados pelos teen dos anos sessenta...
Já lá vai o tempo em que eu achava que a vida era aquela coisinha organizada que eu tinha construido com o meu marido e com os meus filhotes...
Já lá vai o tempo em que achei que tudo deixava de ter sentido e só pensava que a vida tinha acabado no dia em que fiz um simples telefonema para Vila Nova de Gaia...
Já lá vai o tempo em que achava que era preciso levantar me e respirar porque os meus filhos ainda eram pequenos e precisavam de mim...
Já lá vai o tempo em que o meu objectivo era criar o joão e ir para os PALOP ajudar quem tinha sido mais infeliz do que eu...
Já lá vai o tempo em que aprendi a viver com a força dos amigos e com muito poucos tostões ao mês( agora também não tenho muito mais, mas é melhor!)
Mas o tempo de viver com lágrimas e sorrisos, de viver apaixonada pelo que faço e pelo que sou, de voltar para casa e aconchegar me nos braços do meu porto abrigo, jantar à luz das velas e ouvir chillout ( não sei se é assim que se escreve...) ainda o estou a viver plenamente!
PS-Já vi o Porto e Gaia com os olhos de agora e é mesmo lindo! Love changes (mesmo!) everything!
terça-feira, 22 de abril de 2008
O que uma mãe sabe de encruzilhadas...
Quando no início do meu período bloguista falava em como o ser mãe muda a vida de qualquer mulher não estava a dizer nada mais do que a pura verdade! Para o bem e para o menos bem uma mãe é sempre uma mulher mais rica do que as outras! As mães sabem coisas que mais ninguém sabe... As mães têm poderes que mais ninguém têm... As mães acalmam a tosse que não deixa dormir ... as mães dão colo sem fazer perguntas quando é preciso... As mães dão puxões de orelhas quando acham que devem... as mães choram para os filhos sorrirem... as mães até se levantam de manhã apenas porque os filhos existem, nas alturas em que a vida delas não tem qualquer outro sentido ou razão... E muito mais coisas que agora não tenho tempo para dizer, mas há coisas que as mães só podem aconselhar e não tomar decisões... As encruzilhadas e as escolhas dos caminhos são por vezes muito dificeis de tomar mas temos de pensar bem nas nossas opções, principalmente porque tenho medo de que, o facto de vermos tudo muito verde e bonito dum lado, isso não quer dizer que seja aquele o melhor caminho... O melhor caminho é sempre aquele onde há o calor da mão amiga para nos ajudar a saltar a cratera, para nos abraçar e sentir o outro coração bater só porque nós conseguimos... Olha à tua volta, filha, procura a mão e o coração e lá também vais encontrar o sorriso do teu querido avô João a garantir-te que encontraste, tu própria, o caminho sem medos nem sobressaltos.
Entretanto, voa para a nova maison e dá-lhe o toque mágico feminino que ela e já agora ELE precisam e merecem!
Este post do dia é dedicado à filha que eu adoro, que mudou há 32 anos a minha vida de mulher, que me fez sorrir e secou muitas lágrimas e me fez cair outras, que tantas crateras já teve de saltar e sempre se manteve lá, forte, talvez por causa do capítulo do ténis ou das «senhorinhas», quem sabe? É dedicado a uma filha que sempre me deu um orgulho imenso e que neste momento está outra vez um bocadinho baralhada mas nunca perdida, porque tem a sorte única de ter o amor incondicional de quem lhe têm estendido as mãos sempre que ela tem necessidade... E muitos corações a bater por ela! O post de hoje no meu blog é dedicado a uma das partes de mim, a minha filhotan Rita, de olho castanho meigo, de cabelo moreno e de coraçãozinho tão generoso que ela até o esconde de vergonha, debaixo dum capa de aparente inflexibilidade para não dar a entender como é meiga, porque tem medo que a façam sofrer!
Um dia destes dedico um post inteirinho ao João, o meu outro filhote! Mas hoje era ela que precisava de mim...
Agora vou trabalhar, porque tenho uma escola à espera! Até já...
Entretanto, voa para a nova maison e dá-lhe o toque mágico feminino que ela e já agora ELE precisam e merecem!
Este post do dia é dedicado à filha que eu adoro, que mudou há 32 anos a minha vida de mulher, que me fez sorrir e secou muitas lágrimas e me fez cair outras, que tantas crateras já teve de saltar e sempre se manteve lá, forte, talvez por causa do capítulo do ténis ou das «senhorinhas», quem sabe? É dedicado a uma filha que sempre me deu um orgulho imenso e que neste momento está outra vez um bocadinho baralhada mas nunca perdida, porque tem a sorte única de ter o amor incondicional de quem lhe têm estendido as mãos sempre que ela tem necessidade... E muitos corações a bater por ela! O post de hoje no meu blog é dedicado a uma das partes de mim, a minha filhotan Rita, de olho castanho meigo, de cabelo moreno e de coraçãozinho tão generoso que ela até o esconde de vergonha, debaixo dum capa de aparente inflexibilidade para não dar a entender como é meiga, porque tem medo que a façam sofrer!
Um dia destes dedico um post inteirinho ao João, o meu outro filhote! Mas hoje era ela que precisava de mim...
Agora vou trabalhar, porque tenho uma escola à espera! Até já...
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Os capítulos das nossas vidas
Finalmente consigo novamente dar um ar da minha graça e graça teve o facto de ter lido um post no blog da rita e do telmo em que eles falam e comparam momentos das suas jovens vidas. Até fiz um comentário no texto da Rita mas ainda não sou suficientemente monstro bloguista pq ao editá-lo, perdi-o e acabei por não o reescrever.
Viver um dia de cada vez e vivê-lo plenamente é conversa de velhos mas é sem dúvida a maneira de nos protegermos das partidas que a vida nos prega... Pôr-nos constantemente à prova também é coisa que ela, a vida, gosta de fazer! Por isso, embora ache que devemos acautelar o nosso futuro, para não darmos trabalho a quem mais amamos, também acho que essa não deve ser a única preocupação do ser humano, seja ele jovem ou maduro ou mesmo podre... É preciso não perder os momentos seguros que vivemos realmente e não deixar passar em branco as outras coisas que a vida(que por vezes é mesmo madrasta má) nos oferece.
Olho para a Rita e para o Telmo e imagino como seria diferente a vida deles se o capítulo das crateras e dos vulcões nunca tivesse sido escrito... Mas penso que a luta pela sobrevivência nos torna mais fortes! E eles vão ter ainda que escrever capítulos lindos nas suas jovens vidas... Vão, porque uma mãe sabe sempre essas coisas e eu, que sou mesmo mãe sei muito bem!
Viver um dia de cada vez e vivê-lo plenamente é conversa de velhos mas é sem dúvida a maneira de nos protegermos das partidas que a vida nos prega... Pôr-nos constantemente à prova também é coisa que ela, a vida, gosta de fazer! Por isso, embora ache que devemos acautelar o nosso futuro, para não darmos trabalho a quem mais amamos, também acho que essa não deve ser a única preocupação do ser humano, seja ele jovem ou maduro ou mesmo podre... É preciso não perder os momentos seguros que vivemos realmente e não deixar passar em branco as outras coisas que a vida(que por vezes é mesmo madrasta má) nos oferece.
Olho para a Rita e para o Telmo e imagino como seria diferente a vida deles se o capítulo das crateras e dos vulcões nunca tivesse sido escrito... Mas penso que a luta pela sobrevivência nos torna mais fortes! E eles vão ter ainda que escrever capítulos lindos nas suas jovens vidas... Vão, porque uma mãe sabe sempre essas coisas e eu, que sou mesmo mãe sei muito bem!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Cada dia é um dia...
Hoje, logo de manhã, pensei como sempre que tinha a sorte de ter mais um dia para viver! É há já alguns anos o meu primeiro pensamento e isso dá-me uma força especial para sorrir mesmo nos dias menos bons. Tenho uma tendência optimista de vida, que tem o condão de irritar às vezes a minha Ritinha, mas que facilita o meu lidar diário com problemas pessoais e profissionais mais pesados.
Adorei ver que os meus filhotes tinham já visitado estas páginas e adorei ler o post de elogio que a Rita fez no seu blog à minha pessoa! Isso foi bom para mim, porque bem no fundo da minha alma (eu acredito que há uma parte nossa assim tipo alma...) às vezes penso que ela não tem muito tempo para pensar em mim, o que é compreensível. A Rita é a minha filha mais velha e sempre me encheu de orgulho e me deu aquela sensação de que uma mãe é a melhor coisa que uma mulher pode ser à face da terra! O João é o meu filhote mais novo, que já é velho, porque já fez 20 anos, e me deu aquela outra sensação de ser mãe quando já se viveu um bocado ( isto é, já se tem mais de 30 anos)e sabemos que o tempo passa a correr; então aproveitamos todos os momentos enquanto eles olham para nós como sendo os maiores e não como aqueles chatos que só sabem dizer para não fazer aquilo que queremos... Também tenho muito orgulho no João, até porque ele foi o grande companheiro da parte híbrida da minha vida, aquela em que só respirava, me levantava para ir trabalhar e comia, porque tinha 2 filhos e um deles era pequenino ao ponto de ser totalmente dependente de mim... E agora vou trabalhar! Até amanhã!
Adorei ver que os meus filhotes tinham já visitado estas páginas e adorei ler o post de elogio que a Rita fez no seu blog à minha pessoa! Isso foi bom para mim, porque bem no fundo da minha alma (eu acredito que há uma parte nossa assim tipo alma...) às vezes penso que ela não tem muito tempo para pensar em mim, o que é compreensível. A Rita é a minha filha mais velha e sempre me encheu de orgulho e me deu aquela sensação de que uma mãe é a melhor coisa que uma mulher pode ser à face da terra! O João é o meu filhote mais novo, que já é velho, porque já fez 20 anos, e me deu aquela outra sensação de ser mãe quando já se viveu um bocado ( isto é, já se tem mais de 30 anos)e sabemos que o tempo passa a correr; então aproveitamos todos os momentos enquanto eles olham para nós como sendo os maiores e não como aqueles chatos que só sabem dizer para não fazer aquilo que queremos... Também tenho muito orgulho no João, até porque ele foi o grande companheiro da parte híbrida da minha vida, aquela em que só respirava, me levantava para ir trabalhar e comia, porque tinha 2 filhos e um deles era pequenino ao ponto de ser totalmente dependente de mim... E agora vou trabalhar! Até amanhã!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Sou a Rosarinho para os amigos de sempre. De repente descobri que posso escrever como quem escreve um diário, mas com a possibilidade de trocar comentários e sentir-me mais acompanhada mesmo por quem está longe de mim. Tenho 55 anos, dois filhos,já grandes mas sempre pequenos para mim. Vivo em lisboa desde sempre e sou professora. Não ligo muito a isso, mas sou balança de signo, o que me torna por vezes indecisa em relação às minhas decisões... Quando pensava que já nada me poderia surpreender, fui surpreendida pela vida e encontrei o amor da minha vida! Mesmo depois de ter imaginado que eu nunca mais voltaria a preocupar-me em acreditar no sexo masculino ( a experiência única com o pai dos meus filhos trouxe-me 22 anos de certezas que se quebraram num minuto a 15 de Setembro de 1996!) o Zé entrou na minha vida devagarinho e sem saber como, vivemos há 4 anos uma verdadeira história de amor como nunca imaginei que pudesse acontecer a não ser, claro, nos filmes! E esta sou eu no dia em que resolvi iniciar o meu blog nunca digas nunca!
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