quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Parede

Às vezes, sem saber, vamos construindo e ajudando a construir paredes à nossa volta que inviabilizam comunicação e vão criando afastamento entre as pessoas sem darmos conta disso...ou então só quando é tarde demais.
Tal muro de berlim, ficamos dum lado da parede e a outra pessoa do outro lado sem conseguirmos sequer tocar-nos, quanto mais falarmos! E tudo isto é mais penoso quanto nos apercebemos que, afinal, também ajudámos a pôr tijolos, também ajudámos a construir o muro,pensando que só havia pontes entre nós! Há dois dias a esta parte, tive a certeza da existência da parede. Digo CERTEZA, porque eu já vinha a senti-la, a achar que algo estava lá naquele espaço físico, onde devia haver pontes e não barreiras.
Há dois dias a esta parte, tenho sentido uma enorme tristeza dentro de mim. Mas se ajudei, sem saber, a erguer muros, vou também ajudar a derrubá-los e a reconstruir as pontes perdidas...porque vale a pena todo e qualquer esforço, quando amamos incondicionalmente quem está do outro lado!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Envelhecer e...viver!

Há tanto tempo! Tanto, que nem dá para dizer aquelas coisas de conveniência que se dizem à laia de desculpa... Pois é, mas o tempo tem esta particularidade na nossa vida, aconteça o que acontecer, bom ou mau, nunca pára, nem sequer para fazer «reset», por isso envelheci e vivi durante este meu silêncio, silêncio de mim própria porque escrevo para mim e mais ninguém, mas há alturas em que sabe bem fazer terapia de escrita, ajuda quase tanto como uma ida ao psicólogo e evita que as coisas fiquem cá dentro a azedar a alma, a cabeça e o resto. Por isso, hoje resolvi voltar a passar por aqui e deixar mais um pouco de mim nestas páginas do blog, que os meus filhos, Rita e Telmo, me levaram a criar há mais dum ano, envolta no entusiasmo bloguista que eles lançaram. E, agora, passado que foi um bom bocado de vida, em que envelheci, travei batalhas profissionais que nunca acabarão (embora eu seja absolutamente uma mulher de consensos...)voltei a ser extremamente feliz e a sofrer enormemente, cá estou, ainda de pé, a dar sinal de vida!
O mais espectacular é que nestes meses de silêncio, a vida aconteceu mesmo! Casei, amei, odiei, ri, chorei, dei, recebi, acreditei, desiludi e desiludiram-me, voltei a acreditar... e aqui estou. Continuo a ter o meu amor comigo, ao meu lado, a deixar claro que amar é possível em qualquer idade, continuo a ter o orgulho de ser mãe e a capacidade de aprender com tudo o que me vai acontecendo, continuo a ficar surpreendida com as coisas da vida, aquelas que são boas e más... E quero muito acreditar que sou uma vencedora, como o João me chamou no dia em que fiz 57 anos e só me apetecia chorar! Com palavras sábias que só um jovem sabe empregar, ele deu-me a força para me reerguer do chão por onde andei a rastejar, com pena de mim própria e sem vontade de reagir às coisas menos boas da vida! E, cada dia que passa, difícil, porque as pessoas o tornam assim quer propositadamente ou sem querer, dou comigo a relembrar as palavras do Jota, naquele dia 18 de Outubro, em que envelheci, porque vivi mais um bocado: « Mãe, tu és uma vencedora!»
Até já, como dizia a Rita quando escrevia um post naquele blog que agora é só do Telmo,e que está, mesmo assim em suspenso (saudade!)...Mas isso é assunto para outro post, quem sabe, um dia destes...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Dia da Mãe

Eu sou uma dos biliões de mulheres na Terra que têm a sorte de ter vivido esta experiência de ser Mãe. Eu também tenho a sorte de ter dois filhos que me amam muito e me fazem feliz só por existirem!
Ontem fiquei tristinha quando falei com a Graça, mãe do Telmo, e senti que ela ia ficar longe dos dois filhotes neste dia...Claro que dia da Mãe pode ser sempre que um filho qiser, mas acredito que tenha sentido a solidão...um bocadinho.Eu tive sorte, porque a Rita nos fez um excelente almoço, que o João devorou com apetite!Adoro-vos, meus meninos!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Contagem decrescente

O tempo começou a passar depressa demais, os dias parecem que têm menos de 24 horas e eu estou cada vez mais nervosa, embora o que eu queria mesmo era `SÓ estar feliz! Mas não consigo... O casamento com o meu Zé é uma coisa boa, muito boa mesmo, a ida a Roma, uma oportunidade de viver mais momentos únicos com o meu amor, tudo é motivo para festejar! Mas aí entra a parte do meu stress! Tudo é optimo, mas vamos gastar dinheiro que não consigo ter! Como explicar esta angústia?! Nos últimos anos, tive de dar cabo da minha vida financeira e comecei no início deste ano a reequilibrar o barco, mas com muita dificuldade... Ir a Roma e «não ver o Papa» é impossível e descobri que só para entrar no Museu do Vaticano com o meu noivo, temos de desembolsar 100 euros! Se juntarmos o que nos vai custar o jantar só para a família e o resto da viagem que as prendas não cobrirem, já não falando do dinheiro para o nosso dia a dia romano, só posso gritar SOCORRO!
Por isso, o momento, que devia só trazer-me felicidade, (porque contrariamente à mensagem que recebi hoje da minha mana Teresa contra o matrimónio e as vantagens de ter 50 anos e não ter marido, eu acho que nada se compara a ter as asas do nosso amor para nos abrigar nesta fase da vida)está-me a consumir a alma por antecipação do caos financeiro a que vou voltar! Se alguém tiver uma ideia brilhante para me tirar deste sufoco, por favor diga alguma coisa!
Não confundir este meu desabafo com sentimentos! Eu estou mesmo apaixonada pelo meu querido Zé e só sei que foi ele, juntamente com os meus filhos, que me deram força para voltar a sorrir e a perceber que estamos aqui para ser felizes! Por isso, família, se puderem, ajudem-nos muito, para ver se me passa o stress e a apreensão em que me encontro e consigo decidir-me a ainda gastar uns eurozitos a comprar uma toilette para estrear... Afinal sempre é o dia do meu casamento ( o segundo!) e não tenho outra oportunidade de voltar a ser a noiva!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Estás aqui para ser feliz

Há mesmo dias de sol, dias em que gostamos de estar cá, de nos vermos ao espelho, dias em que pensamos como é realmente bom sentir o lado feliz da vida! Para mim, hoje tem sido assim... Um dia quente para o coração duma noiva, com idade para ser avó, mas ao mesmo tempo com idade para amar, para sorrir e se sentir feliz!
Hoje foi o dia! Hoje ganhei batalhas profissionais, hoje senti me amada, hoje percebi mais uma vez que a felicidade é feita de pequenos nadas, de pequenos gestos, de pequenas frases... Hoje estou feliz por ser quem sou! Obrigada!

sábado, 11 de abril de 2009

Um ano de blog

Faz hoje um ano que escrevi o meu primeiro post e aderi à blogmania! O tempo passa mesmo a correr e o melhor é aproveitar o que de bom a vida nos vai dando!
Embora continue a escrever para o espaço, porque ninguém me lê, ou se o fazem não dão sinal de vida, o que é certo é que gosto de deixar o pensamento correr pelas palavras escritas no ecran do computador.
Nesta ano houve tanta coisa boa e algumas menos boas na minha vida de 56 primaveras... Mas a Primavera tem vindo sempre bater-me ao coração. Até logo

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Dependências, injustiças e afins

Ser dependente tem várias valências, positivas e negativas. Por exemplo, a dependência dum vício que nos consome ou mesmo mata, é má e indesejável, mas por outro lado, sentirmos alguma dependência afectiva de quem amamos e nos é importante para sorrir, já é boa onda.
Na minha tal fase de vida híbrida, prometi a mim mesma nunca mais voltar a ser dependente afectivamente dum homem. Era demais voltar a passar pela dor que sofri em 1996!O tempo foi passando e eu envelheci, isto é, cresci, e percebi que não é mau abrirmos o coração e deixar entrar a felicidade de que a Rita falava no blog, por causa da campanha excepcional da coca cola " Estás aqui para ser feliz". Aprendi foi a ser dependente mas sem vícios daninhos. Sim, porque nas relações também há consumos maus, que minam o nosso coração e nos fazem definhar.Acima de tudo, acho que aprendi que realmente nada é definitivo nem garantido e que, se gostamos verdadeiramente de alguém ou de alguma coisa, devemos mostrá-lo diariamente e viver cada momento como a única certeza, por isso vivamo-lo com intensidade, respeito e gratidão pelo que nos é dado usufruir. Viva a dependência positiva!
O Scott é dependente positivo, estão a compreender? Precisa de nós para o levarmos a passear, dar-he mimo e comidinha, mas ele dá tudo de volta com os seus olhinhos meigos e lambidelas! Por acaso lembrei-me do Scott porque ele é um bom exemplo do que estive a tentar transmitir.

A injustiça já é mais dura ...de roer e de resolver também! Para já é subjectiva, porque o que eu encaro como injusto pode ser visto doutra forma pelo outro e depois é difícil de se chegar a um consenso. Há muitas injustiças nas nossas vidas e cada um já sentiu a raiva e a mágoa de ser tratado injustamente por alguém querido, por um estranho ou mesmo por uma instituição, pelo Estado, qualquer coisa... Lido mal com injustiças e talvez por isso passo a vida a querer sempre equilibrar a balança, que até é o meu signo, mas é muito complicado.

Hoje sinto me particularmente sozinha e tinha vontade de que este post não fosse só mais um texto enviado para o espaço vazio, e que alguém o lesse, me dissesse alguma coisa, me fizesse sentir menos só no mundo dos blogs...Tenho tantas coisas dentro da minha alma aos trambolhões, com vontade de tomarem forma nas palavras... Quero dizer que adoro os meus filhos que valem cada fôlego meu, o Zé que me devolveu o sorriso, o Telmo que está longe e só na Irlanda, o Scott que me faz uma festa cada dia que me vê, o Guilherme que me trouxe a sensação do que é ter novamente um pai, os meus manos emprestados os meus amigos que estão sempre lá quando é preciso. Olá, estou aqui! Digam qualquer coisa!

terça-feira, 7 de abril de 2009

O vazio de nõs

Às vezes o vazio envolve-nos a alma, ou o que lhe queiramos chamar, e parece que tudo nos passa ao lado, sem nos tocar, sem nos emocionar ou mesmo sem nos causar qualquer reacção... Gosto das pessoas que criaram laços, gosto de quem é capaz de me aceitar como sou, gosto de quem é capaz de lutar por ideais e de perseguir objectivos, sem esquecer de respeitar os outros...
Hã pessoas que me serão sempre queridas, independentemente de laços ou não, há pessoas que me ficarão sempre no coração, dê a vida as voltas que der! O Telmo é uma delas, porque além de todas as coisas boas que caracterizam a sua personalidade, está associado à Rita, casou com ela.
Sei porque me apeteceu falar do telmo hoje, mas não vou explicar, porque não tem explicação. Só quero mesmo dizer que ele é e será sempre alguém com lugar no meu coração!
O vazio que às vezes nos preenche, dará sempre lugar a algo profundo, a algo que nos voltaá a fazer sentir, viver. O vazio de nós não é mais do que o espaço de alma que por vezes voa para longe.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Filhos! São sempre parte de nós!

O João fez 21 anos! Já... o tempo passou tão rápido que nem deu para perceber o que já vivemos, enquanto mãe e filhos! Os filhos, mesmo quando já adultos, independentes e senhores do seu nariz, são sempre parte de nós! E depois há aquele feeling que nos toca cá dentro e que nos faz sentir e perceber, mesmo quando eles estão longe, se precisam de alguma coisa, se estão bem, se estão felizes ou não...
Os meus filhos são a razão da minha vida! Foram eles, cada um à sua maneira, que sempre me deram forças para seguir viagem, embora confesse que, algumas vezes, demorei um bocadinho a recomeçar a jornada. Foram eles que me deram as maiores alegrias da vida longa que já vivi...Foram eles que me deram apoio, partilhando comigo os momentos felizes que me atrevi a viver novamente. São eles que me enchem diariamente o coração, mesmo quando fazem coisas ou agem de maneira que me faz doer, exactamente por serem eles.
Às vezes penso como seria a minha vida se não tivesse tido a oportunidade de dar vida a estes dois seres tão queridos e acho que nem sequer haveria vida! Momentos há em que também me fazem sentir um bocado apreensiva, preocupada, porque o que me importa é que vivam felizes e claro que nem sempre é assim. Devemos perceber que os filhos são sempre parte de nós, mas têm direito a ser eles próprios e não aquilo que gostaríamos que fossem. A Rita e o João são os meus filhos e eu gosto tanto deles que até doi! Hoje tive esta vontade enorme de encher este blog deste amor maternal, que me dá vontade de sorrir ou de chorar conforme as ocasiões, mas o que realmente importa é esta sensação de que tenho estado aqui, sempre que precisam (ou não...), ao lado deles!E quando partir, eles vão saber, tal como eu sei como filha que fui, que uma estrela lá no céu estará sempre pronta para os proteger incondicionalmente!

terça-feira, 17 de março de 2009

viver, amar, talvez...casar?

É verdade que nunca devemos mesmo dizer nunca! Ora vejam lá:
alguma vez eu teria pensado que me tornaria loira?
alguma vez eu imaginaria que, aos 50, viveria a paixão da minha vida?
alguma vez me passaria pela cabeça que, {depois do tombo que dei, após 22 anos a pensar que era para sempre} o Eduardo me enganasse com a fulana das sandes de couratos, que lhe deu com os pés a seguir e o pôs a fugir para o Brasil?
alguma vez eu imaginava que ouviria o homem que me fez sorrir de novo , pedir-me em casamento?
alguma vez eu pensei ser presidente ou directora duma Escola ou fosse lá do que fosse? Mandar é que não fazia , nem faz, muito o meu género!
E ter um blog na net? Embora eu escreva para o espaço e ninguém me leia é mesmo uma aventura que há pouco mais dum ano seria impensável para mim!

Portanto, aqui vai o meu conselho para mim mesma, certamente, porque não tenho visitantes nem leitores, VIVER INTENSAMENTE O PRESENTE, ACREDITANDO QUE È POSSÍVEL ENCONTRAR FELICIDADE NAS COISAS MAIS BANAIS... só precisamos de aprender a torná-las mágicas! Ah, e principalmente não ter ciúmes. A nossa vez há-de chegar, quando menos estivermos à espera, quanto mais não seja lá bem no fundo dum coração de alguém que nos é querido!

Isto era para me sentir melhor... Pois...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pessoas...

À nossa volta, há sempre pessoas... Umas que amamos, outras de quem gostamos, outras ainda de quem não gostamos nada, mas há sempre alguém que nos faz sentir vivo pelos sentimentos que desperta em nós, nem que seja o simples facto de nem darmos pela sua presença! A isso posso chamar indiferença, distracção, sei lá! Mas também há aqueles que nunca nos deixam indiferentes só pelo facto de estarem presentes, ou até os que nos invadem os sentidos, mesmo a quilómetros de distância! Às vezez é amor, outras ódio, outras ainda algo que não sei sequer explicar o que é, mas nos faz sentir raiva, ou mágoa ou mesmo dor, porque acreditámos e afinal era mentira.
Na minha profissão, lido com muita gente todos os dias e tento respeitar todos os que me rodeiam, mas há alturas em que tenho vontade de estrafegar alguém que é mau e afinal me mostra que de amigo não tem nada!
Mas quando caio em mim e apago a raiva, a mágoa, a tristeza, ou lá o que é, percebo que são pessoas, como eu, com coisas boas e más... Há é aquelas que não são compatíveis comigo, só isso!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

chuva e sol....

A vida é como o boletim metereológico! Há dias de sol, dias de chuva, de tempestade, de vento , até há dias em que está tudo cheio de nuvens e dentro de nós um sol radioso! Por isso vamos nós lá perceber o tempo...da nossa vida! Cada vez mais tenho a certeza que, à medida que a vida passa, aprendemos a importância do momento presente, que afinal é mesmo a única coisa que conta. Gosto de viver os meus momentos presentes,aqueles em que me sinto feliz por nada de importante, como por exemplo porque o joão está feliz com a aula de condução ou porque a Rita me conta mais uma vitória profisssional ou pessoal, ou porque o Zé me abraça e me faz sentir especial ou ainda porque alguém de quem gosto está feliz também.
Outras vezes também há chuva na minha alma, mas o que tem piada no meio disto é que acaba sempre por ser um bocado pelas mesmas coisas mas ao contrário, tipo Benjamin Button|

chuva e sol....

A vida é como o boletim metereológico! Há dias de sol, dias de chuva, de tempestade, de vento , até há dias em que está tudo cheio de nuvens e dentro de nós um sol radioso! Por isso vamos mós lá perceber o tempo...da nossa vida! Cada vez mais tenho a certeza que é importante construir o presente dia a dia!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Saudades

Comigo é mesmo assim! Passam-se meses em que adormeço, entre aspas, e nem tenho tempo para escrever, porque quando chego a casa só me apetece é enrolar me no sofá ao colo do meu Zé, que me dá mimos todos os dias! E depois uma tarde, aui na escola, depois dum dia de estafa, com a ida ao sctt pelo meio para quebrar a canseira, abro o blog da minha fofinha e leio 30 posts de seguida! Claro que depois só me apetece mesmo é vir para qui escrever as minhas coisas brilhantes e as menos brilhantes, as que me fazem sorrir e as que me fazem chorar por dentro e por fora... Escrever pouco tem as suas vantagens, porque poucos se lembram de cá vir e assim conseguimos abrir bem o coração. Como hoje, por exemplo... Tenho saudades loucas da minha filha rita, tantas que ela nem deve imaginar! Tenho saudades de lhe fazer festas , de a abraçar, de beber chá com ela e até de ir às compras! Queria que ela também sentisse um bocadinho de saudades minhas, mas a vida é muito agitada e cheia de coisas que lhe enchem os dias, mas ela deve lembrar se de mim também, não tem é tempo para o dizer, pronto , é só isso.E quem sabe? Um dia destes, sem eu dar por isso ela lê este post e telefona só apra dizer olá, mae! Tenho saudades tuas!